quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sobre o amor ao povo

"Nós, amantes do 'povo', vemo-lo como parte de uma teoria, e parece que nenhum de nós realmente gosta dele como de facto é, e sim como cada um de nós o imaginou. Em algum tempo futuro, o povo mostrar-se-á diferente do que concebemos e então, apesar do nosso amor, renunciaremos a ele, com presteza e sem pesar."- Dostoiévski, cit. in Orlando Figes, A Tragédia de um Povo - a revolução russa 1891-1924, p.126, Lisboa, Dom Quixote, 2017.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Uma visão sobre a escravatura praticada pelos portugueses

"Assim a escravatura, entre nós, tornou-se moderada. O próprio Toynbee o reconhece. O quadro patriarcal em que se inseriu nos territórios portugueses e a tendência não segregacionista, quer pela indiscriminação das relações sexuais, quer por motivos de afectividade religiosa e de política unitária, levou à humanização do tratamento dos escravos e à alforria destes.
 Se fomos dos primeiros a abolir a escravatura na generalidade, e não para ferir interesses rivais como a Grã-Bretanha, muito antes disso algumas disposições parciais (por exemplo: a carta de alforria dada por D. Manuel I aos escravos de S. Tomé e a disposição idêntica para os índios do Brasil no tempo do Marquês de Pombal). O padre António Vieira, pensador lusíada por excelência, é decerto o mais estreme procurador do movimento antiescravista democrata.
 Contamo-nos também na primeira linha dos que baniram a pena de morte- coisa que soberbas nações, tão ciosas de comandos mundiais, ainda não fizeram. Orgulham-seda sua colossal engenharia,do poder económico e militar, da mecanização generalizada,sem que tenham conseguido institucionalizar um princípio básico em civilização que se diga cristã ou pelo menos humana."- F. da Cunha Leão, Ensaio de Psicologia Portuguesa, p.83-84, Lisboa, Guimarães, 1997.

Só existem racistas brancos?

"Àqueles que não atribuíam importância suficiente aos interesses dos animais, Singer chamava 'especistas'. É como ser racista ou sexista. Os racistas tratam de maneira diferente os membros da sua própria raça: dão-lhes um tratamento especial. Não dão aos membros das outras raças aquilo que estes merecem. Um racista pode, por exemplo, dar um emprego a outra pessoa branca, ainda que uma pessoa negra mais bem qualificada se tenha candidatado a esse emprego. Isto é claramente injusto e errado. O especismo é como o racismo."- Nigel Warburton, Uma Pequena História da Filosofia, Lisboa, Edições 70, 2012.

Nigel Warburton é um bom divulgador. Tem uma série de bons livros traduzidos em português, entre eles Pensar de A a Z (Bizâncio), Elementos Básicos de Filosofia (Gradiva), ou Os Grandes Livros de Filosofia (Edições 70), entre outros.
 Mas é curioso como cede ao politicamente correcto. A filosofia deve ser rigorosa e este excerto levanta dúvidas acerca de tal objectivo. Desde logo, podemos perguntar o que significa dar aos membros das diferentes raças aquilo que elas merecem. Isso significa o quê? Depois, temos o exemplo. Por que razão o racista é o branco? não há racismo entre não-brancos? e por que razão a vítima de discriminação é uma pessoa negra? por que não uma asiática? ou índia?
 Esta boa gente prega constantemente contra os estereótipos, os preconceitos e por aí fora. Mas mantêm teimosamente os mesmos em vigor, assim convenha à narrativa dominante.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nunca estivemos tão perto da guerra nuclear

Diziam alguns especialistas, há tempos. O sr.Trump ia carregar no botão e rebentar com tudo. Acordando maldisposto, chamaria o Ambrósio e dir-lhe-ia que lhe apetecia algo. O simpático colaborador tomara a liberdade de pensar nisso e entregar-lhe-ia a célebre caixinha com o botão vermelho. Depois era o fim do mundo.
 Afinal, vai-se a ver e a Coreia do Norte vai participar nas Olimpíadas de Inverno a realizar na Coreia do Sul. Com os atletas segue uma banda de 150 elementos. Os sul-coreanos referem o papel fundamental do sr. Trump no processo.
 Fosse ele queniano e respondesse pelo nome de Hussein Obama e o Nobel da Paz estava garantido.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Tibieza mortal

"A convicção, elevada à categoria de religião (...) de que todos os homens nascem iguais e que as taras e defeitos do criminoso são produto de uma educação deficiente, por culpa dos educadores, contribui para aniquilar o sentimento normal do bem e do mal, em primeiro lugar no próprio culpado, que se apieda de si mesmo e se considera como uma vítima da sociedade (...).O indivíduo deficiente, no domínio afectivo e social, é um infeliz, um doente digno de compaixão. Mas a deficiência, essa, é o próprio mal (...).
 Devido ao domínio progressivo do seu meio ambiente, o homem moderno, por força das coisas, deslocou o equilíbrio prazer-desprazer no sentido de uma hipersensibilidade crescente quanto a todas as situações penosas, enquanto a sua capacidade de regozijo se ia embotando.
 Mal nos apercebemos a que ponto dependemos do conforto moderno, de tal modo nele estamos embrenhados (...).
 A intolerância ao desgosto, que não cessa de aumentar nos nossos dias, transforma os altos e baixos naturais da vida humana, numa planície artificialmente nivelada. E esta tendência engendra um aborrecimento mortal (...).
 Os homens (...) atingiram hoje um estado de moleza perigoso que leva concerteza à ruína de uma cultura."- Konrad Lorenz, cit. in Alain de Benoist, Nova Direita Nova Cultura, Lisboa, Afrodite, 1981.

domingo, 14 de janeiro de 2018

"Ainda não é proibido citar Lenine"

Pois não, sr. Jerónimo, pois não. Vamos lá então a isso:

"Como é que se pode fazer uma revolução sem pelotões de fuzilamento? Se pensas que podemos vencer sem execuções (...) estás completamente iludido.".

"A liberdade de expressão é um preconceito burguês,um emplastro mitigador para doenças sociais. Na república dos trabalhadores, o bem-estar económico fala mais alto que os discursos."

"Ainda não (fechamos todos os jornais), mas em breve o faremos."

As greves? "sabotagem (...), nada mais do que chantagem."

A ditadura do proletariado e a autoridade do Soviete são "uma forma mais elevada de democracia (...) a única forma de democracia".

"Para nós, não existe e não pode existir o velho sistema de moralidade e 'humanidade' inventado pela burguesia para efeito de oprimir e explorar as 'classes baixas'. A nossa moralidade é nova, a nossa humanidade é absoluta, pois apoiamo-nos sobre o ideal da destruição de toda a opressão e coerção. A nós tudo nos é permitido, porque nós somos os primeiros no mundo a erguer a espada não em nome da escravização ou da opressão de alguém, mas em nome da libertação de todos da servidão (...) Sangue? Que corra sangue, se só ele pode mudar o estandarte cinzento, branco e preto do velho mundo flibusteiro para um tom escarlate, porque só a morte total e derradeira desse velho mundo nos salvará do regresso dos antigos chacais."

"Eu não nego o terror, não subestimo as perversidades da revolução. Acontecem."

"Acreditas realmente que podemos ser vitoriosos sem o mais cruel terror revolucionário?"

"Os kulaks são inimigos raivosos do governo soviético (...) esses vampiros enriqueceram com a fome do povo. Essas aranhas engordaram à custa dos trabalhadores. Essas sanguessugas chuparam o sangue do povo trabalhador e ficaram mais ricas à medida que os trabalhadores nas cidades iam passando fome. Guerra impiedosa aos kulaks! Morte a todos eles."

E é necessário "uma guerra até à morte contra os ricos, os ociosos e os parasitas (...) (os cidadãos têm de) depurar a terra russa de toda a bicharada daninha, das pulgas miseráveis, dos percevejos ricos (...) num lugar podem encarcerar uma dúzia de homens ricos (...) noutro lugar serrão mobilizados para limpar latrinas.Num terceiro serão marcados com etiquetas amarelas (...) depois de cumprirem uma pena de prisão, para que todos saibam que são prejudiciais e possam ser vigiados. Num quarto, um em cada dez ociosos será fuzilado."

Pois é, ainda não é proibido citar Lenine. E ainda bem, para ficarmos a conhecer quem era a peça.

Nota: todas as citações são retiradas de Lenine, o Ditador de Victor Sebestyen, Lisboa, Objectiva, 2017.

sábado, 13 de janeiro de 2018

O sr. Trump é o presidente mais difamado da história dos EUA

É impressionante a quantidade de mentiras espalhadas acerca deste homem. A sua eleição não devia estar nos planos da cáfila da nova ordem, certamente segura da vitória da megera Clinton. A escumalha associada, os avençados, os jornaleiristas, os lacaios da dita deitam-se e acordam a congeminar novas formas de difamação.
 Tendo em conta que o sistema continua de pedra e cal, nem se imagina o que sucederia se este homem tentasse, efectivamente, regenerar o dito ou desmantelá-lo. Já teria tido um infeliz acidente, com toda a certeza.
 O que mostra isto? que uma eventual vitória contra a nova ordem não se conseguirá sem violência revolucionária. Tendo em conta o que sucedeu na Áustria, no ano 2000, em que a nova ordem não descansou enquanto não afastou o FPO do governo; tendo em conta as campanhas de difamação em relação a Trump; tendo em conta as manobras para reverter o brexit; tendo em conta tudo isso e mais um par de botas é óbvio que a nova ordem não cederá pacificamente. O problema é que não se vislumbra, no interior da mesma, quem tenha força para a derrubar.

https://sol.sapo.pt/artigo/596119

Nem de propósito, já depois de escrever isto, duas notícias relacionadas. Alguma escumalha muito democrática manifesta-se em Viena contra "a extrema-direita". E uma esquedalhista compara Jair Bolsonaro a Hitler.

https://www.jn.pt/mundo/interior/milhares-na-rua-em-viena-contra-coligacao-entre-direita-e-extrema-direita-9046187.html

https://www.jn.pt/mundo/interior/jair-bolsonaro-e-um-perigo-real-no-brasil-e-segue-passos-de-adolf-hitle-9045912.html


Jesuíta denuncia "obsessão" com a segurança

Mais um lacaio do herege chico vem grasnar e apontar o dedo aos que se opõem à invasão da Europa. Esta cáfila imunda infiltrou-se de tal maneira na Igreja que esta não passa, hoje, de um cavalo de Tróia ao serviço da destruição do Ocidente. Cabe aos católicos verdadeiros expurgarem a Igreja desta praga.
 Estes hipócritas, naturalmente, dos refujihadistas mantêm saudável distância encontrando-se com eles em situações devidamente programadas. Enquanto os cristãos são perseguidos e assassinados no mundo inteiro, estes canalhas têm palavras de compreensão para com os perseguidores. Não são Igreja, estão ao serviço do anticristo e é a ele que prestam tributo.

https://www.jihadwatch.org/2018/01/vatican-official-decries-obsession-with-borders-and-national-security-to-detriment-of-rights-and-dignity-of-refugees

Isto é obsessão:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-5250755/Sweden-investigates-soaring-number-rapes.html

E isto aqui também:

http://www.dw.com/en/palestinian-man-confesses-to-deadly-hamburg-supermarket-knife-attack/a-42123746

Esta jovem também estava obcecada. Não se queria deixar esfaquear, onde é que já se viu:

https://www.jihadwatch.org/2018/01/france-15-year-old-jewish-girls-face-cut-in-antisemitic-assault

Lenine, um trumpista avant la lettre

"Meu Deus, Paris é um buraco podre".- Vladimiro Lenine, carta à irmã Anna, 1909 (cit. por Victor Sebestyen in Lenine, o Ditador, Lisboa, Objectiva, 2017.

Que dizer acerca disto? nada, a não ser lamentar. É muito triste saber que Lenine proferiu uma ofensa destas. Rebaixar assim os parisienses pode mesmo configurar racismo e xenofobia. Saber que Lenine era, no fim de contas, um trumpista, é de deitar abaixo qualquer um.
 Vamos imaginar como teriam sido as reacções em 1909:

"É de lamentar que um líder da causa proletária se refira nestes termos, xenófobos e racistas, ao bom povo de Paris".- Presidente francês.

"Esse filho da puta que me diga isso frente a frente".- Pierre, popular de Paris.

"É muito triste que um cidadão do império russo difame desta maneira quem o acolhe"- Czar da Rússia.

"Os migrantes, sejam russos ou outros, devem ser acolhidos. Eles representam riqueza e temos o dever de os receber".- Bispo de Paris.

"Se ele disse mesmo isso é porque estava revoltado contra a sociedade colonialista e racista que não sabe integrar os migrantes."- François, dirigente da associação Paris-antiracista.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma mulher não chora

Mas alinha em lavagens cerebrais. Mais um filmezinho merdoso alinhado pelo politicamente correcto. Um atentado cometido num bairro turco. Os responsáveis? neonazis, pois claro. O marido e o filho (turcos) são as vítimas. A mulher (alemã) quer justiça. O filme? produção franco-alemã, realizador turco, financiamento comunitário. O que é preciso é eliminar o discurso de ódio e o terrorismo nazi, provavelmente a maior ameaça à Europa e ao mundo. Diz que a coisa estreia por cá no dia 18, para que também as massas lusitanas possam ser educadas.

http://cinemas.nos.pt/Filmes/Pages/uma-mulher-nao-chora.aspx

Catolicismo e maçonaria

Porque há católicos que andam esquecidos, enquanto outros andam simplesmente iludidos.

"De todas as associações religiosas a mais perigosa é a franco-maçonaria. O fim último da franco-maçonaria é minar e destruir, quer secretamente, quer, em parte, publicamente, toda a autoridade eclesiástica ou civil e chegar pouco a pouco à fundação de uma república cosmopolita (...). Todo aquele que se filia nesta sociedade, assiste às suas reuniões ou mesmo que apenas as favorece, é ipso facto excomungado, isto é, deixa de participar das orações da Igreja, excepto in articulo mortis (Clem. XII, 1738; Bento XIV, 1751; Pio VII, 1821; Leão XII, 1825; Leão XIII, 20 de Abril de 1884). O fim último da maçonaria só é, em geral, conhecido pelas pessoas altamente graduadas, as outras pagam apenas: como no exército, em que os soldados marcham sem conhecerem os planos do general."- Francisco Spirago, Catecismo Popular Católico, Lisboa, União Gráfica, 1938.

"Países de merda"

Ai córrôr! Donald Trump é um racista! Países de merda? nem pensar. É por isso que os esquerdalhistas correm para lá. É por isso que ninguém foge de lá. Países de merda? não? Haiti, Congo, etc, são países de excelência. E quem disser o oposto é racista.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Grã-Bretanha combate a "extrema-direita"

Num intervalo entre a participação num desfile gay ou numa corrida de saltos altos, a polícia britânica mostra todo o seu brio e competência no combate ao ódio.

http://observador.pt/2018/01/11/reino-unido-portuguesa-detida-por-pertencer-a-grupo-de-extrema-direita-acusado-de-terrorismo/

A cáfila de Ólióde continua a mostrar o seu valor

Dessa imensa reserva moral que é Ólióde, desta vez pela voz de um dos grandes nomes da cultura mundial.

http://observador.pt/2018/01/11/robert-de-niro-ataca-donald-trump-um-palavrao-de-cada-vez/

ouçamos o papa chico

O problema não está nos migrantes, coitadinhos, mas em quem incita ao ódio contra eles. Diz o sr. chico.







Etc. Tudo boa gente. São os traumas que os levam a fazer isto. E o racismo. E a islamofobia. E o aquecimento global. E a exclusão. E a má qualidade da água da rede. E...